democracia
A Proibição da Tortura e a Luta contra o Terror no Estado de Direito
Realizar-se-á, em Berlim, 13 e 14 de Outubro 2006, uma conferência internacional para lutar pela abolição da tortura, quando em Junho último entrou em vigor o Protocolo Adicional à Convenção contra a Tortura, tratamentos degradantes e desumanos promovido pela ONU.
As línguas oficiais são o alemão e o inglês. Caso existam interessados portugueses em número que justifique, a organização disponibilizará tradução para português. Concentração das inscrições para antonio.dores@iscte.pt até Julho.
Segue o programa em inglês:
The prohibition of torture and the „war on terror” – being deprived of rights in a state com-mitted to the rule of law
Em Berlim, na Alemanha,
Berlin House of Representatives
Torturas norte-americanas reconhecidas no Iraque
Divulgamios na integra o texto de Paulo Pinto Albuquerque, professor de direito penitenciário na Universidade Católica de Lisboa, newsletter de 23 Junho 2006
Direitos Fundamentais- Pentágono revela relatório confrangedor sobre tratamento de presos no Iraque
O Pentágono revelou ontem os resultados do primeiro relatório geral interno sobre o tratamento de presos por forças militares americanas no Iraque. A investigação concluiu que no período de Fevereiro a Maio de 2004 os militares utilizaram cinco técnicas de interrogatório não autorizadas.
As técnicas são as seguintes: 1. condução de interrogatórios com detidos que só tiveram 4 horas de sono não consecutivo durante as últimas 24 horas; 2. “manipulação do ambiente”, isto é, condução de interrogatórios com detidos em ambiente de baixa ou muito baixa temperatura depois de os submeter a um banho; 3. condicionamento da alimentação do detido à sua colaboração nos interrogatórios, sob pena de sujeição a uma ração de pão e água em caso de não colaboração; 4. sujeição a posições de stress durante os interrogatórios, tais como despir o detido, ajoelhar o detido ou submetê-lo a longos períodos de pé; 5. sujeição do detido a períodos de música ou ruído muito alto.
Os Verdes perguntam ao governo o que sabe sobre as causas das mortes excessivas nas prisões
O Sr. Deputado Francisco Madeira Lopes, em nome do PEV Partido Ecologista Os Verdes, rompeu, mais uma vez, com a indiferença das instituições perante a situação das prisões portuguesas e da moral da justiça em Portugal.
De facto, o seu partido tem sido o único que, de forma regular, tem procurado chamar a atenção para os anacronismos evidentes do que se passa nas prisões portuguesas.
Desta vez perguntou expressamente o que sabe o governo sobre as causas de tantas mortes nas prisões portuguesas. Perguntou também qual a razão porque permanecem por resolver problemas básicos, como a persistência de baldes impropriamente ditos higiénicos (1800), que o governo anuncia acabar em 2007, onze anos após o relatório alarmado do Provedor de Justiça.
32 anos após o 25 de Abril é necessário continuar a lutar pela democracia em Portugal
32 anos atrás Portugal retornou a um sistema democrático, após décadas de ditadura. Um evento que hoje celebramos e que nos coloca em dívida para com muitos que lutaram por esta mudança. Portugal, após 32 anos de democracia, é hoje um país muito diferente e sem qualquer dúvida este foi um caminho que valeu a pena percorrer.
No entanto, 32 anos após o 25 de Abril, infelizmente, constatamos que a democracia está em perigo. Está em perigo porque muita da classe política que hoje nos governa, alguma responsável pela revolução de há trinta e dois anos, outra já de uma geração posterior a esta revolução, se acomodou, deixou de lutar por ideais e cada vez mais pensa em proteger os seus poleiros no poder e, mais do que os interesses de quem os elege, os seus próprios interesses. Hoje, em Portugal, para muitos dos que estão no poder, ser eleito ou ser nomeado para um cargo político, é, mais do que servir os portugueses, servir os seus próprios interesses.
Posição da República e Laicidade sobre a Polémica dos Cartunes
A Associação República e Laicidade emitiu hoje um comunicado de imprensa em que afirmou o seguinte:
1. A Associação República e Laicidade considera que o único dever das autoridades de um Estado laico e democrático na actual «polémica dos cartunes» é reafirmar o direito inalienável dos cidadãos ao exercício da liberdade de expressão, o qual inclui o direito à blasfémia. A Associação República e Laicidade não pode, portanto, deixar de lamentar e repudiar o comunicado do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros datado de 7 de Fevereiro de 2006.
2. Contrariamente ao que sustenta aquele documento oficial, a presente crispação internacional não evidencia uma «guerra de religiões», mas sim o confronto entre laicidade e clericalismo. A liberdade de expressão, constitucionalmente garantida, é um direito fundamental que tem valor exactamente na medida em que não conhece excepções. Um alegado «dever de respeito» pelos «símbolos e figuras» religiosos não pode ser constituido em limite à liberdade de expressão, sob pena de destruir o debate livre e aberto que caracteriza as sociedades democráticas.





