Acabou a Guerra Fria: herdámos a Bomba!

retrato de ACED

A crise nuclear é também uma crise moral da humanidade. Ao pressentir-se a possibilidade da concretização prática de um mundo sem fronteiras, através da globalização, a ameaça enlouquece os poderosos (antes ou depois de nos enlouquecer a nós?)

Seguem-se brevíssimas declarações de dois eminentes académicos portugueses, que circulam na net:

"Caros Colegas,
não sei qual a probabilidade do tipo de intervenção que Hermínio Martins
denuncia. Mas é certo que:
- As ameaças contra o Irão assumem um tom crescente;
- Os Estados Unidos e algumas outras potências nucleares ocidentais,
Rússia incluída, têm vindo a desenvolver uma nova geração de armas
nucleares: armas tácticas, "mini-bombas" atómicas susceptíveis de ser
empregues em "teatros" (!!!) locais (ou seja, na ausência de conflito
generalizado; sabemos que o principal "inconveniente", aos olhos dos
"falcões", deste tipo de armas era o reverso da eficácia do seu carácter
dissasivo);
- A sua "necessidade" foi afirmada pelo documento estratégico US publicado
há cerca de dois anos, o que significa que, no mínimo, já estavam a ser
desenvolvidas há algum tempo.
- Sempre que houve novos tipos de armas que representassem um passo
qualitativo, foram encontrados pretextos para a sua utilização (teste e
avaliação).

Não me parece necessário tomar a posição A ou B ou C quanto ao Irão, à sua
política, aos perigos que representa, etc., para afirmar que os cidadãos
que somos devem excluír em absoluto que o passo - fatal- da banalização
do nuclear seja dado, a pretexto da histeria iraniana ou US anti-iraniana.
E fazê-lo saber. Como? Pois cada um o fará, se o entender, de acordo com
as suas opções, suponho.
Os meus cumprimentos.
JRdS

--------------------------- Mensagem Original ----------------------------
Assunto: Fw: THE IMPENDING HORROR
Data: Seg, Maio 8, 2006 4:28 pm
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Para informação urgente:

THE IMPENDING HORROR

We may be within weeks, if not days, of a nuclear strike by the US against
various installations in Iran.
The use of tactical nuclear weapons in action will mean the crossing of a
great moral barrier which has somehow imposed itself when such use has
been considered recurrently in the last two or three decades. Now it seems
this barrier is about to be crossed, the last great moral barrier of our
time, the last great constraint on war-making.
We cannot surely let this situation unfold immersed in our normal affairs
without making our deep concern about the crossing of this barrier known
to America and Americans, as well as to our national governments and to
parliaments.
In a peaceful and civil fashion we surely must make our concerns known as
soon as possible.
Some of you are far more eloquent and wordly wise than I and I hope you
may be able to do something to voice our concerns for there is no exit
possible from this situation to a safe place.
But it seems to me that all of us ought to express our concerns wherever
we can.
Herminio Martins

José Rodrigues dos Santos,
Antropólogo,
Professor Associado,
Academia Militar
Investigador Integrado,
CIDEHUS
Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades, Universidade
de Évora"

ACED – Terça, 2006 – 05 – 09 16:50